Hiro viaja no tempo para salvar Charlie e voltamos a primeira temporada de Heroes com um "Era uma vez..." recontando o que houve no fatídico episódio de “Seven Minutes To Midnight”. Histórias paralelas são reveladas, poemas são recitados para dar o tom romântico ao episódio, mas nem tudo é tão interessante quanto poderia ser.Salvando Charlie
Não sei se foi a ação do tempo ou simplesmente falta de ensaio, mas a atriz que interpreta Charlie estava meio “travada”, mais lembrando sua personagem em Glee do que a simpática garçonete que encantou Hiro. Eu simplesmente não consegui ver a Charlie ali, até cheguei a pensar em dado momento que Hiro não deveria mesmo ter feito tudo aquilo para salvar a moça.
Valeria mesmo a pena reverter tudo o que houve? A viagem de Hiro serviu apenas como uma desculpa para se voltar a aclamada primeira temporada? Desculpa ou não, já imaginávamos que Hiro não iria ficar com Charlie facilmente. Ele consegue convencer Sylar a ajuda-lo e ainda o coloca de volta em seu caminho para atacar Claire. Mas este Sylar não terá o poder de Charlie e isso poderá mudar algo no futuro.
Pelo menos foi divertido ver Hiro parando o tempo diante de Sylar várias vezes, acho que foi a maior diversão do episódio pra mim.
A história sem graça de Noah
Enquanto isso, para preencher o tempo do episódio em que Hiro não aparecia, vemos um pouco da vida pessoal do pai da Claire enquanto ele ainda trabalhava para a Companhia, totalmente disfarçado para sua família. A história com a sua parceira Lauren foi bem chatinha e me deu muito sono. Mas deixou uma dúvida interessante. Se eles trabalham em duplas de “um de nós, um deles” a parceira de Noah não deveria ter poderes? Aí sim a história dela ficaria melhor. Tenho certeza que essa aparição, além de tapa-buraco, serviu para apresentar a agente a série, pois agora que ele está solteiro novamente a aparição dela faria algum sentido. Se não for isso, pelo menos valeu por mostrar a fidelidade dele em relação a sua família, e só.
Outra coisa que estava estranha era a atitude de Claire com seu pai. Posso estar enganada, mas se me lembro bem, Claire estava com muita raiva dele por esconder o que fazia e o achava um “grande vilão”, assim como a maioria do público. Aquela conversa mais pareceu o que tem acontecido ultimamente, com Claire na faculdade e Noah ainda sem rumo. É um bom motivo para rever “Seven Minutes To Midnight” e “Homecoming”.
Participações Especiais
Gostei de ter visto o Isaac depois de tanto tempo. Era um personagem que deveria ter rendido muito mais, uma pena terem despachado ele tão cedo. A Eden também apareceu bem rápido, me lembro que a morte dela foi uma das mais interessantes que vi, pois ela acabou se sacrificando para que o Sylar não ficasse mais poderoso do que era.
Acho que se explorassem mais o trabalho do Bennet na Companhia seria bem mais interessante do que o “quase caso” que ele teve.
A trapalhada de Samuel
Samuel é um personagem que amo e odeio a cada semana. Semana passada estava amando sua atitude, nessa já volto a adia-lo novamente como ocorreu em outro episódio. Ele é muito inconstante e imprevisível, talvez por isso ainda seja interessante a série. Mas, depois de ver Hiro se matando pra salvar Charlie pela segunda vez, e Samuel vem do nada estragar tudo... sim dá muita raiva.
A volta de Mohinder
Sim, ele está vivo. Ou melhor, não está mais. Se essa era a tal morte importante, não foi nada surpreendente, mas pelo menos serviu para despachar Mohinder de vez. Ou não, tudo depende do que Hiro irá fazer para ter Charlie de volta. E afinal porque será que Samuel deu um fim nele? Por falar nisso, quando é que Peter vai poder finalmente salvar Hiro? Está dando aflição ver ele a beira da morte tendo a cura tão próxima.
Obs: A opinião deste review é totalmente pessoal e parte apenas de um ponto de vista, não tendo intenção de assumir uma posição do que é certo ou errado na série. Portanto todo comentário é bem-vindo, concordando ou não com o ponto de vista aqui declarado.





