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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Análises de 'Better Call Saul'




Quem é fã da série Breaking Bad já deve conhecer Better Call Saul, série criada sobre o famoso advogado de Walter White. A série estreou semana passada no Netflix e já tem 3 episódios online. Estou fazendo análise de seus episódios lá no meu blog Odisseia Espacial, convido a todos a conferirem.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O Retorno de Heroes: Questões Estratégicas


Começamos agora uma série sobre o Retorno de Heroes, avaliando os motivos dessa nova empreitada e fazendo previsões do que teremos pela frente. Com experiência na cobertura da série desde o seu início, iremos trazer análises com base nos fatos já conhecidos e no atual mercado televisivo americano e mundial.

Nessa primeira parte, iremos abordar os motivos estratégicos que fizeram a emissora NBC ressuscitar a série cancelada em 2010.

terça-feira, 8 de março de 2011

Discussão sobre 'A Queda do Gênero de Super Heróis na TV Americana'

Como o post anterior gerou vários comentários interessantes, abri esse novo para responde-los, vamos lá!

Para Caio, comentário nº 1:
É realmente impressionante ver quantas pessoas começaram a curtir outras séries por causa de Heroes. E pra mim que também sou fã desse seguimento isso é algo muito bom. Realmente, mesmo em seus piores dias, Heroes ainda estava melhor do que essas séries de super-heróis da atualidade.Obrigada pelo comentário.

Para Julio Cesar, comentário nº 2:
Muitos canais atualmente estão apenas pensando no lucro  imediato, não pensam a longo prazo. Esse é um dos maiores problemas da NBC. A emissora já foi uma das melhores dos EUA, mas decaiu muito e ainda busca seus dias de glória. Mas faz isso de forma errada. No passado ela deu uma chance a Friends quando a série estava fraquinha, em sua primeira temporada. Poderia ser descartada naquele ano e nunca veríamos o fenômeno que ela se tornou. A partir da segunda, com algumas reformulações que lapidaram a série, ela realmente decolou e se tornou um dos maiores sucesso de todos os tempos. Infelizmente Heroes não teve essa chance.Obrigada pelo comentário.

Para Bill, comentário nº 3:
Ainda não assisti The Cape, e olha que recebi um DVD da Universal com o primeiro episódio, mas ainda faltou coragem...rs. Sobre Smallville, eu voltei a assistir atualmente, é uma série completamente diferente daquela que começou há quase 10 anos, mas está melhor. Não esteve sempre assim, claro, houve uma época em que desisti (começo da oitava temporada) porque eles viajavam demais na maionese... houveram muitos absurdos, que eles conseguiram consertar exatamente na época em que parei de assitir. O dificil mesmo é acertar o tom e o rumo da história, algo que Heroes perdeu ao longo do tempo. E vou procurar me informar sobre Misfits.

E sobre Blind Item do Ausiello, é uma boa chance mesmo de ser Heroes. Pois naquela época já havia comentários de uma possível continuação por filmes. Se pegassem alguns atores do elenco original e começassem a história com novos arcos, com certeza poderia render um novo programa de qualidade. Será? Seria muito bom mesmo! Obrigada pelo comentário.

Para Edison, comentário nº 4:
Se você está se referindo aos filmes que citei, as produções já consideradas como fracassadas são Lanterna Verde e Capitão América. Essa última vem passando por vários problemas de produção inclusive. E o que pega também são os atores escalados para o papel principal, muito fraquinhos. Outras que ainda geram dúvidas é X-Men First Class e Homem-Aranha. Já Thor, Batman 3 e o novo Superman tem boas expectativas, por enquanto. Obrigada pelo comentário.

 Para Summer Sweet, comentário nº 5:
O gênero realmente agrada a muitos, mas são poucos os que conseguem lidar com eles. Em termos de quadrinhos, por exemplo, na minha opinião os melhores são aqueles da era de ouro, quando as histórias eram ainda novas e não precisavam inventar mil artifícios para trazer alguma novidade. Vamos ver se conseguem criar algo empolgante, projetos novos não faltam.Obrigada pelo comentário.

Para Rodrigo, comentário nº 6:
Como eu comentei no começo, a NBC realmente pisou na bola e a pressão que fez sobre a série só piorou a coisa. E o criador, Tim Kring, também não estava apto ao desafio, na minha opinião. Sobre a série da Mulher Maravilha, eu não sei bem. Fico com o pé atrás, ainda mais que rodou por várias emissoras e nenhuma se interessou. Pode ser apenas uma questão de perfil, a NBC por exemplo sabe a força que esse gênero tem e por isso voltou atrás. Outro motivo é sua falta de séries boas, quase todas que lançou nessa temporada estão mal. Um dos produtores dessa série é o David E. Kelley, responsável por séries de advocacia como Ally McBeal e Boston Public. Seria algo bem diferente do que ele costuma fazer, mas se trouxer um tom de seriedade, acho que a série pode ser boa sim, quem sabe. Obrigada pelo comentário.

Para Anonimo, comentário nº 7:
Visitei o blog do Tim Kring e não encontrei nada, se puder passar o link da página que você visitou, posso conferir qual é a mensagem.

Para Rodrigo, comentário nº 11
Sim! Pode entrar em contato pelo email: bazarseixas@gmail.com para se informar sobre as camisetas, temos umas poucas peças. Ainda preciso atualizar muita coisa, como o email e alguns links. Obrigada pelo comentário.

É isso, espero poder contar sempre com discussões interessantes como essa e prometo manter vivo o tema sobre Super heróis aqui no blog. Abraços a todos!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Queda do Gênero de Super Heróis na TV Americana


Quando Heroes surgiu em setembro de 2006, havia apenas uma série de TV no ar baseada no tema "super-heróis". Era Smallville, lançada em 2001 (no ar até hoje) contando a origem do Superman, o super-herói mais famoso do mundo. A série foi baseada inicialmente nos quadrinhos, mas seguiu seu próprio rumo trazendo personagens novos e situações um tanto bizarras (como o freak da semana). Em sua décima e ultima temporada, Smallville se tornou uma série madura (algo que ocorreu apenas de umas 3 temporadas pra cá) e pode ser considerada a mais bem sucedida no mundos dos super-heróis da atualidade.

O mesmo poderia ter acontecido com Heroes e tantas outras séries do gêneros que vieram depois. Em 2006 o tema estava esquecido, Smallville ia mal em termos de crítica e não havia outra série que disputasse o mesmo público. Quando a NBC começou a anunciar que lançaria a série, muitos se tornaram interessados nela e a crítica também prestou atenção. A história era nova, não foi baseada em quadrinhos ou qualquer outra criação anterior. Quando foi ao ar, realmente surpreendeu. A emissora ficou surpresa com os números, mais altos do que os esperados. Desde que suas sitcoms dos anos 90 chegaram ao fim, a NBC não emplacava nada tão grandioso.

E não é de se estranhar que Heroes tenha alcançado tanto sucesso. A fórmula era muito boa, personagens carismáticos, mistérios, ação e bons efeitos especiais. Cada episódio era uma surpresa agradável, dando mais vontade de continuar assistindo. Mas quando a formula desandou a audiência foi junto. Ao final de 4 anos os números de pessoas que assistiam caiu para quase 1 quarto dos números iniciais. A perda foi muito grande.

Mas os executivos de TV não se esqueceram daqueles 15 milhões de audiência que Heroes conquistou no começo de sua primeira temporada. A faixa etária entre 18 e 49 anos, considerada a mais relevante aos anunciantes, também era igualmente alta e isso levou a alguns destes executivos a tentar conquistar esse público orfão de Heroes. Ano passado a ABC, uma das 3 maiores emissoras americanas, comandada pela Disney e dona de séries como Grey's Anatomy e Desperate Housewives, fez uma tentativa com No Ordinary Family. A série centrada numa família que descobre ter super-poderes começou com audiência razoável, mas vem caindo a cada semana, chegando a 2011 com audiência pior do que a de Heroes em seus piores momentos (contando a faixa etária dos anunciantes).

É provável que No Ordinary não passe de sua primeira temporada, assim como outra série com o mesmo intuito, The Cape. Produzida pela NBC (tentando correr atrás do prejuízo mais uma vez) a série The Cape já começou com audiência ruim que só vem piorando. A crítica já a desmoralizou, apontando uma história fraca, atores ruins e efeitos especiais mal feitos. Se a intenção era ter um Heroes mais barato, mas com a mesma audiência de seus ultimos episódios, então ele falharam feio. Mesmo Heroes em seus piores dias não era tão ruim quanto essa nova série.

Com a pouca possibilidade de renovação dessas séries e com Smallville chegando ao seu final em maio, o público do gênero super-herói não terá mais nenhuma opção na TV americana. O estranho é que nos cinemas esse gênero ganha cada vez mais força, com várias adaptações dos quadrinhos sendo produzidas nesse momento (como Lanterna Verde, Thor, Capitão América, o novo Homem-Aranha, mais X-Men, mais Superman e Batman). É claro que nem todas elas farão sucesso, algumas já são apontadas como fracassadas antes mesmo de serem lançadas, mas fica claro que há de fato público para esse tema.

Qual o problema então com a séries de TV? Será a dificuldade de se manter a história por muito tempo? Ou a necessidade de gastar bastante com efeitos e elenco, deixa a série cara demais para seu canal? Acho que alguma lição pode ser aprendida com Smallville depois de 10 anos no ar. E muito se aprendeu com os altos e baixos de Heroes. Mas colocar isso na prática é o verdadeiro desafio de roteiristas e produtores. Quem conseguir a façanha pode comandar a maior e melhor série de super-heróis que já existiu.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Onde Heroes se perdeu

Através do site The O.D.I. acompanhei uma entrevista que Tim Kring deu ao AV Club, onde ele comenta muitos pontos interessantes sobre a produção da série. A conclusão que se chega ao final dessa entrevista é triste: Heroes provavelmente não irá mudar como queremos. Há vários pontos da entrevista que evidenciam os erros que Kring vem cometendo e tudo indica que irá ser assim para sempre. Mas vamos por partes.

Tim Kring não lê ou assiste a nada

É isso mesmo. O criador, produtor e roteirista de Heroes diz viver praticamente numa bolha. Ele não lê livros, não assiste TV e não vai ao cinema. Acho que já deu pra entender porque ele pensa que ainda sabe contar histórias. Tudo bem que talvez ele não queira ser influenciado por outras obras para criar algo totalmente original, mas isso é praticamente impossível. Tudo o que tinha pra ser criado no mundo da literatura, dos filmes e das séries, já foi criado. O que se faz é reutilizar fórmulas de modo original, somente assim se pode fazer algo diferente. E ainda mais no caso dele, com Heroes caindo tanto em audiência, deveria assistir a outros programas aclamados pelo público para saber o que realmente funciona numa série de TV.

No mundo competitivo da atualidade, é possível uma pessoa ir bem numa determinada carreira, sem ao menos saber o que seu público alvo gosta (nos casos em que isso se aplica)? Sem ao menos estudar a concorrência?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Heroes como uma franquia de filmes?

 

Acabei de ler um artigo interessante de Jon Lachonis do site UGO. Ele dizia que os fãs deveriam aceitar que a série Heroes está mesmo morta, mas que ela poderia render muito se fosse trazida as grandes telas. Já que o sucesso de Heroes é maior fora dos EUA do que em seu próprio país, um filme "globalizaria" a história da série e a faria render mais do que na TV.
"Mesmo que uma temporada de Heroes seja muito ruim, há sempre um episódio que até o crítico mais severo chama de 'Gênial'. Então, Heroes, é hora de puxar o plugue e começar a usar seu tempo isolando a parte genial de seu enredo e transforma-lo num filme fenômenal de duas horas, que possa trazer lucro internacionalmente e acalmar os fãs locais que ainda não enloqueceram com essa continuidade que você vem tendo. Afinal de contas, a Universal também faz filmes, não?"
O autor do artigo também menciona que questionou Tim Kring ha uns 2 anos atrás sobre a possibilidade de um filme da série, mas ele ainda nem cogitava algo assim.

Na minha opinião, sim, uma franquia de filmes da série seria uma boa, mas acho que isso não deveria indicar o fim dela. O que na minha opinião pode salvar a série, é renovar boa parte de seu elenco a cada temporada, sem exagerar na quantidade de novos personagens, investindo em histórias que não rementam sempre ao mesmo passado.

E você, acha que a série já morreu ou não? Uma franquia de filmes, com os atores atuais, seria uma boa?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O que esperar em Redemption

Não é novidade muitas das coisas que irão acontecer em Redemption, já que quatro meses de spoilers foram o suficiente para cobrir boa parte do começo da nova trama. Vamos reunir aqui um resumo dessas informações e algumas possibilidades deixadas em abertos no volume passado. Há diversos SPOILERS nesse artigo.
 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Os desaparecidos

Já que falamos dos diversos futuros da série, podemos também comentar sobre os personagens que simplesmente deixaram de dar as caras em Heroes. O assunto começou a surgir nos comentários, então vamos listar aqui os principais desaparecidos.


Micah e Monica
Depois que Tracy o encontra para obter informações de seu passado, Micah some completamente da série. E a ultima aparição de Monica foi ao ser salva por Niki no final de Generations. Os produtores haviam anunciado que nem ele, nem Monica, iriam aparecer mais por algum tempo, mas isso pode mudar agora. Com a busca de todas as pessoas com poderes Micah e Monica são alvos certos. Há algumas teorias que implicam a volta deles ainda em Fugitives, mas vamos deixar isso para os Spoilers. Podemos supor que Monica esteja em definitivo com a guarda do Micah, já que os pais dele morreram mesmo.

Molly
Sabemos que Molly foi levada por Mohinder a algum lugar para ficar em segurança, mas não sabemos para onde e nem com quem ela está. Nos comentários já mencionaram que a foto dela aparece no quadro de alvos da equipe de Nathan. Talvez seja apenas uma questão de tempo para que ela volte a série num momento oportuno.
Sobre Molly, há também alguns teorias sobre sua possível volta. Com o poder de encontrar pessoas com poderes em qualquer lugar, Molly teria muita utilidade nessa temporada. Se não a utilizarem será mesmo um grande desperdício.


Caitlin
Eu já havia comentado sobre o sumiço de Caitlin numa sessão de matéria sobre os romances em Heroes. Os romances nunca funcionam bem e a alternativa encontrada é tirar de cena uma das pessoas do casal. Aconteceu recentemente com Elle e o foi o mesmo com Caitlin: o romance não funciona então alguém tem que sair. Caitlin ficou perdida no tempo. Aquele futuro em que ela ficou esquecida já não existe mais, então ela também deixou de existir. Simples assim, os produtores preferiram nem dar maiores explicações. Clique aqui para ver uma parte do artigo sobre os romances de Heroes.


Eles ainda podem voltar
Já é certo que a mulher de Matt irá voltar nessa temporada. Quem anunciou a novidade foi Tim Kring, nessa entrevista, junto com alguns outros spoilers interessantes sobre Villains. Hana Gilteman (a mulher wireless) e Claude, o homem invisível, também tem destino incerto. O retorno destes dois personagens é prometido desde o ano passado, e cada vez mais as chances deles voltarem aumenta.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Os Futuros Que Não Aconteceram


Resolvi escrever esse texto para abrir uma discussão sobre um assunto que volta e meia aparece nos comentários: Acontecimentos do futuro.

Muitas vezes quando vemos o futuro na série, seja por uma visão ou viagem no tempo, temos que ter consciência que aquele futuro só irá acontecer se o presente seguir o rumo que se espera. O que vai acontecer no futuro muda o tempo todo.

O que se tem falado muito é na cicatriz do Peter. Ele pode sim vir a ter a cicatriz, como também pode nunca ter. Não sabemos que fato no presente pode leva-lo a ter essa cicatriz, não sabemos se isso já foi alterado.

É como o Ando interpretou que Hiro estaria vivo porque ele o matava no futuro. Primeiro, nem sabemos se Ando matou mesmo Hiro, ele apenas caiu, não sabemos se estava morto. Até porque o poder de Ando não iria matar Hiro, a não ser que Hiro tivesse um poder que aumentado seria fatal. Mas o que mais quebra essa possibilidade é que Hiro e Ando estavam brigando pela fórmula, e ela já foi destruída. Então essa cena nunca deveria acontecer no futuro.

Outra cena clássica de um futuro que não pode mais acontecer é o de Sylar sendo dono-de-casa cuidando de um filho. Já foi revelado que a mãe do menino era Elle, e como ela já morreu, isso não vai acontecer mesmo.

E a cena que Angela preveu com Knox, Tracy, Sylar, Maury e Adam sendo vilões? Aquilo nunca aconteceu, e nem pode, já que a maioria deles já morreu. Aliás aquela cena pareceu tão fora de contexto que acredito ter sido gravada antes da greve dos roteiristas, antes deles terem mudado de planos sobre o que fariam em Villains.

Fica bem claro também de como as coisas mudam quando Matt tenta salvar Dapnhe. O futuro que ele viu mudou logo em seguida.

O futuro é uma espécie de guia na série. É claro que ele nem sempre foi bem usado. Depois do sucesso do "Salve a líder de torcida, salve o mundo" as previsões ou mensagens do futuro começaram a aparecer demais e a dificultar um pouco as coisas.

Afinal, salvar a líder de torcida era evitar que Sylar pegasse seu poder e fizesse sei lá o que. Mas nos fim das contas ele conseguiu o que queria e a líder de torcida não morreu.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Raio-X Villains - Parte 3



Heróis ou Vilões?

Foram feitos diversos anúncios sobre o que seria o volume de Villains. Uma jornada em que teríamos dúvidas de quem estava do lado do bem e quem estava do lado do mal. Nem tudo é assim preto no branco em Heroes. Personagens como Angela e Bennet sempre transitaram por esses dois lados. Outros como Peter, Hiro, Claire, Matt, Maya e Mohinder, tinhamos por certo de que eram pessoas boas. Nathan gerou algumas controvérias, Sylar era incontestavelmente mal, mas até isso foi posto em cheque nesse volume. Descobrimos também novos vilões que nos revelaram que nem tudo é o que parece.


Heróis até o fim

Foram poucos os personagens que não saíram na linha neste volume. Mas mesmo os bons samaritanos tiveram seus momentos de maldade. Um bom exemplo disso é Matt. Depois de de descobrir que seu poder era mais amplo do que ele imaginava, ele começa a se aproveitar disso para manipular as pessoas a seu favor, sejam boas ou más. As intenções de Matt tem sido sempre boas, mas outros também cometeram algumas (ou muitas) maldades em nome de um bem maior.

Depois de começar sua jornada espiritual na Africa com o Usutu (um personagem que podemos realmente dizer que não era um vilão), Matt descobre um novo propósito na vida: conhecer Daphne e finalmente formar uma família como ele sempre quis. Depois de conseguir convence-la a muito custo a ficar do seu lado, ele também partiu para a corrida para salvar o mundo. Ele, Daphne, Hiro e Ando formaram um time introsado que agradou aos fãs. Eu gostei dessa dinâmica, mas ainda acho que Daphne não combina muito com Matt, ele parece ser bem mais velho do que ela. Talvez ela combinasse mais com o Hiro.

Hiro também sempre teve boas intenções, mas acabou causando mais estragos do que benefícios. Já falamos do primeiro deles, que desencadeiou todos os outros: tirar a fórmula do cofre. Hiro foi alertado por Ando, que tem estado mais esperto que o amigo. Depois do que Hiro passou nas duas primeiras temporadas era esperado um crescimento do personagem, mas não vimos nada disso, pelo contrário, Hiro retrocedeu. E quando ele realmente retrocedeu, chegando a idade de 10 anos, finalmente começou a pensar em seus atos e tomou atitudes mais sensatas.

Claire, também cheia de boas intenções, foi responsável indiretamente pela (possível) morte de Stephen Canfield, pela situação que Sandra e Meredith passaram com Eric Doyle, além de outros contratempos causados por seus atos impensados. No futuro em que Peter veio, Claire está na mesma situação de Bennet, transitando entre o bem e o mal para cumprir seu papel. Mas definitivamente bem mais cruel do que nunca.

E pra finalizar a lista dos heróis, temos Maya, que matou meio mundo por onde passou, mas sem ter essa intenção. Ela tentou a todo custo remover seus poderes, mas acabou sem querer ajudando Mohinder a criar a fórmula que o tornou num monstro. Depois de fugir de Monhinder, mais ou menos no meio do volume, Maya desaparece da série, fazendo apenas algumas poucas aparições depois. Isso deixa a impressão que o personagem deixou de ser interessante para trama. Sinceramente acho que desde a temporada passada ela poderia ter ido embora faz tempo.


Entre o bem e o mal

A transição de lados, tão comentada e prometida nessa temporada, ocorreu com diversos personagens. Isso acabou gerando algumas polêmicas entre os fãs que acabaram não concordando com alguma delas, como foi o caso de Sylar.

Sylar foi o maior vilão da série. Teve apenas um momento de fraqueza na primeira temporada, quando mata (sem querer) sua mãe. Mas um episódio do passado revela que Sylar nem sempre foi mau. Ao começar a desenvolver seus poderes, Sylar se sente mal por uma "fome" que o impulsiona a roubar os poderes de outras pessoas. Sabemos então que ele já estava no radar da Companhia, vigiado de perto por Bennet e Elle, que surpreendemente eram parceiros. Sylar tenta o suicídio por não conseguir conviver com a culpa e não aceitar no que se tornou. Quando Elle o salva, Sylar ganha uma nova chance. Como Elle gostava de Sylar, ela tentou faze-lo aceitar o que ele era, sem ter que se tornar um monstro. Não podemos nos esquecer que Elle também não era nenhuma santa, matava sem dó pessoas que cruzavam o seu caminho.

Esse passado de Sylar serviu para justificar sua momentânea-quase-mudança-de-lados em Villains. Sylar sempre se sentiu só, sabia que não pertencia a lugar nenhum, a família alguma. Quando Angela diz que é sua mãe, ele a aceita, pois ela também o aceita como ele é. Sabemos que foi tudo uma estratégia da matriarca da família Petrelli, que com sua visão do futuro (e uma facilidade para manipular pessoas) tenta trazer Sylar para o seu lado e usa-lo em benefício da Companhia. Nesse momento Sylar começa a entrar no jogo de Angela e assume sua parte na família. Muitos fãs não aceitaram essa mudança em Sylar, achando absurdo ele de repente se tornar "bonzinho". Sylar não se tornou exatamente uma boa pessoa. Ele continuou a roubar poderes e não perdeu seu jeitos sarcástico de falar com seus inimigos. O que estranhou essa mudança foi a falta de explicação inicial de como isso seria possível naturalmente.

Sylar só cai na real quando começa a duvidar de sua verdadeira origem. Bennet é quem tráz a desconfiança, demonstrado, apesar de tudo, que é o único a ser honesto com o vilão. Sylar ainda se reconciliou com Elle, mesmo depois de tentar mata-la ao entrar no Nível 5. O sentimento enterrado entre os dois volta a tona e eles iniciam um relacionamento. Era um casal que combinava, que poderia render ainda muitas histórias na série, mas sem maiores motivos os produtores e roteiristas decidiram acabar com ele. Fato é que a mudança de lado de Sylar deixou os fãs irritados. Também pareceu forçado quando Sylar consegue adquirir o poder de Elle sem abrir a cabeça dela. Estava indo tudo bem até Sylar desconfiar dos Petrellis (até Arthur assumiu ser seu pai) e matar Elle sem mais nem menos, abrindo a cabeça dela (quando ele já tinha o poder, então não tinha nada a ver com a tal "fome"). Quando adquire o poder da moça "detectora de mentiras", Sylar arranca a verdade de Arthur e Angela e volta se tornar tão mau quando antes.

Até agora a morte de Elle não faz sentido. Vendo e revendo este volume, encontramos diversos motivos para Sylar confiar nela. No episódio do futuro tudo indica que Elle é a mãe do filho de Sylar. E naquele futuro, Sylar ainda acreditava que era um Petrelli. A simples desconfiança de que foi traído faria ele matar Elle, que não tinha nada a ver com aquilo? A explicação mais plausível que podemos chegar é que naquele momento Sylar se desiludiu com todas as pessoas mesmo e ponto. Elle foi muito mal aproveitada, infelizmente.

Houve um momento na série em que os lados foram trocados de vez entre Sylar e Peter. Na tentativa cega de salvar o mundo, Peter vem do futuro e inicia o "efeito borboleta" causando estragos no presente sem necessariamente fazendo um futuro melhor. Quando Angela o encontra, após ele ter atirado em Nathan, ela diz que ele estragou tudo. Ela saberia que ele viria, mas não pôde fazer nada para impedir isso. Não com alguém tão poderoso quanto Peter. Primeiro ele disse que o mundo seria destruído quando Nathan revelou a existencia de pessoas com poderes. Depois percebeu que aquele não era o problema, mas sim a fórmula.

Peter tem sido o personagem de maior destaque em Heroes desde o começo. Nessa temporada não foi diferente. Mas a busca por consertar os problemas do mundo fez Peter cometer diversos erros, causando grandes problemas e mudando o curso da história. O tiro que ele deu em Nathan foi responsável indiretamente pelo final desse volume. Mas ao jogar Matt na África, Peter sem querer o coloca no caminho certo. Com isso Claire ficou sozinha em casa e assim se tornou presa fácil para Sylar, que com o poder dela se torna imortal. E depois disso, Claire começa a se cansar de apenas apanhar. Sucessivamente, os atos do Peter do futuro vão piorando a situação do presente. Indestrutível, Sylar entra no Nível 5, o que resulta na fuga de todos os vilões.

Peter ainda tenta consertar novamente seus erros, mostrando ao seu eu do presente como é o futuro que ele quer evitar, sugerindo que ele pegue o poder de Sylar para poder entender onde e o que deve exatamente mudar no passado para evitar o terrível futuro. Mas com isso, Peter assume a "fome" de Sylar e acaba piorando as coisas. Depois de quase matar a própria mãe e perder seus poderes de vez com o abraço em seu pai, Peter começa a voltar a normalidade e consegue agir de forma correta. Ele se coloca numa situação difícil quando sente que matar seu pai irá solucionar seus problemas, mas por sorte Sylar aparece o salva mais uma vez de algo pior. Ele consegue destruir a fórmula e salvar Nathan. Mas não consegue evitar um mal maior que está por vir.

Desde a primeira temporada Nathan luta para ser um político honesto, mas volta e meia é tentado a cometer algum crime para fazer o que é certo. Ele quase permite que sua mãe e Linderman destruam parte de Nova Iorque. Ao final, salva Peter e assim salva a cidade e praticamente todo o elenco da série. Em Generations, o volume 2, ele sofre pelas consequências do que fez e desiste da vida política. Depois de se recuperar, ele coloca Peter de volta ao caminho certo e decide contar ao mundo a verdade sobre as pessoas com poderes.

Mas quando Peter vem do futuro para impedir o pronunciamento e atira em Nathan, uma outra linha temporal se forma, guiando Nathan para o fatídigo final de Villains. Depois de se salvar "por um milagre", Nathan chama a atenção da imprensa, da opinião pública, de outros politicos e de Tracy. Através de Tracy, Nathan chega a verdade sobre a origem do seu poder. Nathan acreditava que Deus havia dado poderes as pessoas para que eles pudessem fazer o bem, atuarem como anjos. Ao descobrir que o poder veio por conta da decepção de seu pai ao saber que ele não tinha nascido com um, os conceitos de Nathan mudam drasticamente. Ele perde a confiança em sua mãe e acaba aceitando a idéia de seu pai, de que dar poderes as pessoas certas acabaria com os problemas do mundo.

Depois de ter seu plano destruído pelo próprio irmão, Nathan já não confia em mais ninguém. É com esse ressentimento que ele entrega ao presidente dos EUA uma relação de todas as pessoas com poderes, alertando que era necessário se protegerem delas. Algo que a Companhia já fazia, mas agora em maior escala.

E outro personagem cheio de boas intenções que foi afetado por suas má decisões foi Mohinder. Ao tentar ajudar Maya retirando os poderes dela, Mohinder acaba descobrindo o inverso e num momento de desespero cai na tentação de injetar a fórmula em si mesmo sem saber no que daria. A princípio tudo funcionou muito bem, Mohinder tinha força e agilidade. Depois começou a sofrer um tipo de mutação que foi o transformando pouco a pouco. Na tentativa de se salvar, e influenciado por sua nova condição, ele ataca seu vizinho, prende Maya, Nathan, Tracy e quem mais conseguisse para fazer seus experimentos.

Mohinder acaba encontrando uma nova esperança de melhora ao trabalhar para Arthur desenvolvendo a fórmula da maneira correta. Mas Mohinder acaba não conseguindo sua cura e é amparado por Tracy.


Maus até o fim
Enquanto uns tentaram redenção, outros manteram a sua "fama de mau".

O grande vilão do volume foi com certeza Arthur Petrelli. Ele mal foi mencionado na primeira temporada, mas o mistério sobre sua morte guardou surpresas para o futuro. Arthur segui a mesma linha de Linderman, mas suas reais intenções nunca foram bem claras. Quando Angela desconfia que ele teria tentado matar Nathan ela decide dar um fim no marido. O que ela não sabia é que a tentativa não funcionou e Arthur ficou na penumbra até conseguir se recuperar as custas do poder de Adam.

Arthur não foi um vilão carismático como Adam ou Linderman, nem conquistou a simpatia do público como Sylar. Ele de fato foi mal aproveitado em Villains, e como sempre acontece quando um personagem não dá muito certo, ele foi morto. Arthur conseguiu tudo o que queria, quando queria e como queria. Isso soou tão forçado que os fãs agradeceram Sylar por dar um fim no homem.


Outros verdadeiros vilões da temporada foram Eric Doyle (o homem que manipula as pessoas como marionetes), Knox (usava o medo das pessoas para lhe dar força), o Alemão (poder de manipular metais), Jesse (super-grito) e Flint (lança-chamas) que parece só gostar de sua irmã Meredith.


Indefinições e mistério

E há ainda outros que ficamos em dúvida, como Tracy, Angela e Bennet. Como eu afirmei antes, Bennet e Angela sempre transitaram entre os dois lados. Neste volume Angela entra em destaque, passando a fazer parte do elenco principal. Recebemos informações importantes de seu passado, que ajudou a entender suas ações no presente. Ainda há muito mistério nas ações de Angela, o que deve ser explorado num futuro próximo.

Nosso Raio-X de Villains está próximo do fim. Ainda vamos trazer um balanço geral da temporada e fazer nossas apostas do que poderá acontecer no próximo volume Fugitives, que a essa altura já deve estar sendo visto nos EUA.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Raio-X Villains - Parte 2


Depois do resumo do inicio de Villains, vamos recordar de cada arco importante deste volume. Começando pelo principal, a Fórmula! Começa mais uma jornada para "salvar o mundo".


A saga da fórmula

A saga, ou o arco de historias da fórmula, serviu como espinha dorsal do volume Villains, ligando todos os personagens direta ou indiretamente a ela. A possibilidade de dar poderes a qualquer pessoa gera correria de todo lado: de um os que querem protege-la, de outro, os que querem usá-la. Isso teoricamente separaria os vilões dos heróis, mas não foi bem assim que aconteceu. Como esse volume prometia, a mudança de lados seria constante.

Quando o Peter do futuro atira em Nathan, percebe que não mudou o trágico destino das pessoas com poderes. Ao constatar que o problema seria a fórmula, ele apenas diz ao Peter do presente que ela seria a causa da destruição, sem dizer exatamente como. Mas vamos falar mais do Peter no futuro na próxima parte.

Segundo as explicações de Mohinder, qualquer pessoa poderia ter poderes, desde que recebesse um "agente mutante" do código genético que impulsionado pela adrenalina geraria poderes. Seriam as informações genéticas de cada pessoa que diferenciariam o tipo de poder que ela teria. Ou seja, um pessoa tem a capacidade de ter um tipo de poder, e apenas aquele. Para desenvolve-lo ela precisaria da injeção da fórmula. Quem já nasce com esse código genético tem poderes naturalmente.

A história da fórmula começa muitos anos antes (provavelmente a uns 20 anos), quando a Companhia fez pesquisas para dar poderes sintéticos a pessoas. Os testes foram feitos em algumas crianças, entre as que conhecemos está Nathan e as irmãs gêmeas Niki, Tracy e Barbara. Segundo Angela Petrelli, eles perceberam que a fórmula era perigosa demais e decidiram dividi-la no meio e separa-la para que nunca mais fosse usada. Se essa era mesmo a intenção eles iriam destruir a fórmula, e não apenas dificultar seu acesso.

Sabemos que um dos guardiões de uma metade era Kaito, o pai de Hiro. A outra parecia pertencer a Angela, já que o Haitiano vai até a Alemanha para mover a fórmula para um outro guardião. Quando Daphne aparece para roubar as duas metades ainda não sabemos quem é o maior interessado nelas, mas mais tarde sabemos que era tudo parte de um plano de Arthur Petrelli.


O que ainda deixou dúvidas a respeito das ações de Arthur, é de como ele teria acesso a informações confidenciais e totalmente fora de seu alcance, como a localização da fórmula e o momento em que Hiro chega até a primeira parte dela. Também ficamos sem saber ao certo como ele sabia que Tracy iria tentar se matar. Podemos levantar diversas teorias (seria algum poder ou intervenção de Maury) mas ainda não temos certeza de como essas coisas aconteceram. Elas apenas aconteceram e devemos aceita-las para seguir com a história. Elas são totalmente questionáveis, mas não vamos falar disso agora.

Continuando com a fórmula, sabemos também que ela por sí só não dá poderes a ninguém, é necessário um catalisador, ou como Kaito disse a Hiro no DVD, alguém de sangue puro que carregasse a luz. Esta seria a ultima esperança para manter a fórmula a salvo. E aqui também começa uma outra parte confusa da história que deve render uma continuação no próximo Volume.

Mohinder percebe que a fórmula da Companhia é praticamente idêntica a que ele descobre. O que Mohinder não sabia é que sem o catalisador, ela causaria aqueles efeitos colaterais que o transformou num verdadeiro médico-monstro. Quando Arthur se lembra do catalisador, se abre mais uma porta para complicar um pouco mais essa história de fórmula.

Originalmente o catalisador estava com a mãe de Hiro. A "luz" é uma espécie de força que torna possível o funcionamento da fórmula. Da onde ela surgiu exatamente ainda é mistério. Estaria com alguém antes da mãe de Hiro? Não sabemos.

Ao viajar no passado com Claire, Hiro (com a memória de quando tinha 10 anos) descobre que a mãe também tem um poder, o de cura como Linderman. Ela consegue restaurar o cérebro de Hiro que se lembra novamente de tudo o que Arthur arrancou dele. Hiro também descobre que Claire recebeu o catalisador da mãe dele, provavelmente por ela ter o poder de auto-cura. E o que também faz sentido deduzir, é que esse catalisador tenha tornado Claire especial como Sylar disse depois de ter aberto o cérebro dela: "você é especial Claire, não poderia te matar nem se eu quisesse". Quando a mãe de Claire passa o catalisador a Hiro, ela morre em seguida. Pode ser pelo esforço extra que ela teve que fazer para passar a "luz" adiante, mas acredito mesmo que aquilo a mantinha viva.


Mas, sem maiores explicações, Arthur fica sabendo de tudo aquilo e vai ao passado pegar o catalisador de Hiro. Furo total. Forçaram demais, Arthur estava sempre no lugar certo e na hora certa. A viagem de Hiro e Claire para evitar que Arthur pegasse o catalisador acaba sendo um total fracasso. Pelo menos Hiro recupera sua memória, mas perde seus poderes e fica preso no passado.

Com o catalisador em si, Arthur faz a fórmula funcionar. Ele queria usa-la em soldados americanos para criar um super exército. Vende a idéia para Nathan, que infelizmente a segue. A fórmula acaba sendo destruída por Peter e Flint (irmão de Meredith e por isso, também tio de Claire). Peter ainda usa uma em sí mesmo para salvar Nathan. Antes, a fórmula havia sido injetada com sucesso em um soldado voluntário, mas que não sobreviveu por muito tempo.

Com o fogo causado por Flint no prédio na Pinehearst, é quase certo que a fórmula tenha se perdido de vez. Arthur, que possuía o catalisador, morreu, e a não ser que mais alguém possua ele, a fórmula está mais do que acabada.

Foi uma longa jornada em tão pouco tempo. Se antes as pessoas reclamavam da enrolação, agora são atoladas com diversas informações. Fazendo essa análise relembrei de tantas coisas que havia me esquecido e que só agora depois de assistir a tudo, faz sentido.

Então fica aqui uma dica para entender e apreciar melhor o volume de Villains: assista-o de uma vez!

Essa análisa ainda continua numa próxima parte. Estou correndo para termina-la antes do começo do novo volume Fugitives, que estreia amanhã nos EUA, dia 2 de fevereiro.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Raio-X Villains - Parte 1

Com os reviews desse temporada ainda no forno, resolvi fazer uma recapitulação do que ocorreu em Villains, o mais controverso volume na saga de Heroes. Vamos apontar e analisar os pontos altos e pontos baixos, os destinos de cada personagem, baseados numa retrospectiva do que houve até então.


Onde tudo começou

Quatro anos no futuro, Peter foge de Claire. Esse é o ponta pé inicial de Villains. Uma temporada que prometia o caos gerado por um bando de sujeitos mal encarados e maus, muito maus. Mas não foi bem assim que tudo aconteceu.

Na conversa inicial de Peter e Claire, sabemos que o futuro daqui a 4 anos é totalmente sombrio para as pessoas com poderes. Peter cita campos de concentração e experiências feitas com essas pessoas. Claire não se importa. Ainda não sabemos bem o que "especial" quer dizer para Claire, mas o que não sabíamos ainda naquele momento, é que ex-líder de torcida já não sentia mais nenhuma dor.

Peter volta ao nosso tempo presente e tenta reverter o que faria aquele futuro se tornar tão ruim: a revelação de Nathan sobre as pessoas com poderes (incluindo ele mesmo). Ao atirar em Nathan, o Peter do futuro desencadeia um novo destino para todos. Mas não era bem o que ele queria.

Ao fugir do local dos disparos, ele é encontrado por sua versão do presente, e o prende dentro do corpo de um vilão (usando um poder ainda desconhecido para tanto).

Matt, que descobre que o atual Peter não é quem parece ser, e acaba sendo levado até a Africa, onde começará uma jornada espiritual em busca de respostas.

Analisando as ações...
É até possível entender porque o Peter do futuro tenha prendido o Peter do presente no corpo de alguém encarcerado. Mas porque levar Matt para o meio do deserto? E logo naquele local ele foi encontrar um guia espiritual? Aqui começam as ações mal explicadas na temporada.


Nathan procura redenção

Claire quer ajudar com seu sangue, mas Peter não deixa, claro. Ele espera que seu irmão morra e ao mesmo tempo parece um pouco arrependido do que fez. Quando Nathan sobrevive, Peter quase tentar acabar com a vida do irmão novamente, mas dessa vez percebe que não será mais preciso: Nathan desiste do plano inicial e deve a Deus sua recuperação milagrosa (e foi essa a explicação que os produtores deram para a melhora de Nathan: foi mesmo um milagre).

Analisando as ações...
Peter chegou ao ultimo extremo para a calar a boca do irmão. Seria necessário isso? Não era mais fácil Peter tentar convercer o irmão lhe mostrando o futuro? Mas nem tudo é simples assim em Heroes, a intenção era mesmo de provocar choque na audiência com a cena dos tiros.


Hiro e sua nêmesis

Enquanto isso, Hiro está no Japão, totalmente entediado pelo trabalho. Agora ele tem um alto cargo na empresa de seu pai, que já morreu. E para o azar de Hiro, aqui começa a saga mais frívola vivida pelo empolgado herói japonês.
Hiro recebe um DVD de seu pai, que antes de morrer, grava um vídeo com instruções da localização de uma tal fórmula, que deveria ser protegida a todo custo. Hiro e Ando assistem ao video, e Hiro acaba caindo na tentação de ter a fórmula em suas mãos e assim abre o cofre onde ela está. Nesse momento aparece Daphne, a ladra que pertuba Hiro e Ando por todo o volume. Hiro descobre que ele não pára o tempo totalmente. E assim Dapnhe foge com metade da fórmula.

Analisando as ações...
Nem vamos comentar a estupidez de Hiro ao abrir o cofre, foi coisa de criança, não dá nem pra analisar o motivo disso. Mas como Daphne iria saber o momento certo para aparecer e pegar a fórmula? Uma das possibilidades é que o pai de Matt (que trabalhava para o grande vilão de villains) tenha mandado entregar o DVD para Hiro e deixado Daphne avisada para ficar por perto.
A partir daqui começa a saga da fórmula, que deu muito o que falar nesse volume.



Claire Bear e Sylar

E na Califórnia, Claire acompanha pela TV o caso de Nathan, e mal sabe que irá receber a visita de Sylar. Mas peraí, onde estava Sylar antes disso?

No final do Volume 2, Sylar consegue seus poderes de volta após injetar um antídoto para o vírus Shanti. Elle vai atrás dele para tentar prende-lo, mas sem sucesso. É logo após recuperar seus poderes (ao que parece o seu poder original e a telecinésia) ele vai atrás do poder mais vital e importante: a auto-cura de Claire. A cena de perseguição é tensa, talvez uma das melhores coisas do episódio. Ninguém esperava que Sylar chegaria mesmo a abrir a cabeça de Claire. O mais impressionante é que ele diz após "aprender" o poder da moça "Claire, você é especial".
Também sabemos (mais ou menos) como Sylar pega os poderes.

Analisando as ações...
Essa parte da saga é uma das poucas que fizeram sentido até agora. Não há explicações mirabolantes, não há coisas sem sentido, nem forçadas.


Mohinder e Maya

O quinto arco que se inicia nesse primeiro episódio, pode ser considerado um dos piores de todo o volume de villains. Após levar Molly para algum lugar seguro, Mohinder volta a seu apartamento e encontra Maya. Ele está convencido de que não há mais nada pra fazer nos EUA e resolve voltar para a Índia. Infelizmente isso não acontece (foi uma pena) pois Maya pede para que ele tente encontrar uma forma de tirar os poderes dela. E é com esse artifício que se inicia a segunda parte do arco da fórmula, a que Mohinder cria fazendo experimentos em Maya.

Analisando as ações...
Até aqui não há problemas no arco de Mohinder e Maya, mas o desenrolar dessa história será sofrível para todos nós telespectadores e fãs.


Para onde todos caminham

- Hiro viaja ao futuro, vê Ando aparentemente o matando para pegar uma metade da fórmula, logo em seguida as ruas de Tóquio começam a serem destruídas por uma força devastadora. Ele retorna ao presente, desconfiado de Ando e disposto a recuperar sua parte roubada da fórmula.

- Nathan diz que irá fazer a vontade de Deus enquanto é analisado pelo governador Malden e Tracy, uma das irmãs gêmeas de Niki. Ele começa a ter visões de Daniel Linderman, e a morte do mafioso começa a parecer falsa.

- Mohinder faz a besteira de injetar nele próprio a fórmula que pode dar poderes a qualquer um.

- Angela encurrala o Peter do futuro e exige que ele conserte as besteiras que fez.

- Claire percebe que não sente mais dor e decide não ser mais a menina indefesa, agora ela tenta reagir contra os vilões.

- Matt encontra salvação e mais algumas pistas de seu futuro.

- Noah Bennet está preso no nível 5.

- Elle ainda tenta deter Sylar para mostrar ao seu pai do que realmente é capaz.

Nossa análise continua na próxima parte do "Raio-X Villains".

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Alguém pede pra sair


Heroes retorna dia 2 de fevereiro com o Volume 4 Fugitives, até lá poucas informações tem aparecido e enquanto isso vou preparando algumas matérias especiais para o blog, como o Raio-X de Villains que está sendo feito com muito cuidado para não perder nada do aconteceu nesta temporadam, que deixou os fãs meio divididos.

Quero agradecer a todas as mensagens de apoio que recebi, fiquei muito feliz em ler todas elas. Também quero agradecer o Ivan por colaborar com o blog. Você é um amigão mesmo Ivan!
Se vocês ainda não conhecem a coluna do Ivan no Papo de Gringo, aproveitem agora para ler, é muito boa!

E vamos ao assunto do momento em Heroes. Segundo a colunista Kristin dos Santos, um dos atores do elenco principal de Heroes quer sair da série. O problema seria a pouca frequência desse personagem no volume que passou. Ok, até aqui nada de mais, então vamos aos pontos importantes...

AVISO DE SPOILER

Kristin deu algumas dicas de quem seria o ator ou atriz que não estaria muito satisfeito com seu papel na série:

1 - É um personagem regular (do elenco principal) que está na série desde a primeira temporada.
2 - Alguns dos fãs vão pirar se esse ator/atriz deixar a série.
3 - Este herói em particular tem o nome mais reconhecido do que outros do elenco.
4 - Segundo fontes da NBC, o canal não quer que esse ator saia (o motivo está na dica 3)
5 - Se esse ator/atriz retornar para a quarta temporada, há uma forma de traze-lo de volta da "morte".

Isso porque está planejado mesmo haver uma morte importante no Volume 4. Mas se isso ocorrer, segundo o tópico 5, essa pessoa pode facilmente voltar viva na quarta temporada (2009-2010). Há várias especulações lá ná página da Kristin, a grande maioria aponta para Ali Larter, que foi pouco explorada em Villains e já cansou alguns fãs com sua nova personagem. Mas ao que confere o item 3, não sabemos ao certo se Kristin se referiu ao reconhecimento do nome do ator ou do personagem. Parece ser do personagem, já que ela o chama de "hero". Se for esse o caso, ficaríamos entre Hiro, Peter, Claire e Sylar (sem contar que Sylar não era do elenco regular na primeira temporada, então podemos descarta-lo também). Mas falando de atores, a Ali Larter era mesmo a atriz mais famosa da série antes do seu começo, mas mesmo assim, não era tão famosa assim.

Destes 4 nomes que citei de personagem, qual deles apareceu por menos tempo? Eu diria que todos apareceram bastante, mas qual deles teve a pior tragetória? Minha aposta fica em Hiro. O Peter também teve maus momentos, mas o Milo Ventimiglia não seria tão exigente assim, já que ele não é muito popular em filmes e vai mais ou menos bem na TV. Acho que ele não quer sair.

Ali Larter por esse lado é um nome forte, depois de Heroes sua carreira cinematográfica voltou a ativa e até apareceram rumores de que ela deixaria a série para se dedicar aos filmes. Mas a saída dela não seria uma grande perda para a série, os fãs que iriam "pirar" seriam bem poucos.

E minha aposta em Hiro é por aquele motivo que falei antes. Masi Oka é um cara muito inteligente, deve ter ficado decepcionado com os rumos que seu personagem tomou nessa temporada. E além de ator, ele é um especialista em efeitos especiais, já trabalhou em grandes produções como Piratas do Caribe 2, Guerra dos Mundos, Exterminador do Futuro 3, Hulk e Star Wars. Masi não depende apenas de Heroes para se sustentar, tem talendo de sobra para se dar bem em outros lugares. Sem contar que ele foi o único ator de toda a série a ser indicado por seu personagem Hiro nos 2 principais prêmios da TV americana, o Emmy e o Globo de Ouro (que também prêmia produções do cinema). De fato não levou nenhum, mas a simples indicação já é uma grande prova de seu bom trabalho como ator na série. Masi está sendo desperdiçado.

Não podemos esquecer também de outros prováveis candidatos, que estão na série desde o princípio mas parecem não se encaixar nas dicas deixadas: Matt, Nathan, Micah, Mohinder, Ando e Noah Bennet.

E qual é a aposta de vocês? Comentem!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Bryan Fuller Promete a Volta dos Bons Tempos em Heroes

Em sua primeira entrevista desde que retornou a Heroes, Bryan Fuller esclarece todas as dúvidas a respeito dos problemas enfrentados pela série e qual será seu trabalho para contornar-los.
Confira nossa tradução feita na íntegra da matéria com a entrevista feita por Michael Ausiello do E!Online.

AVISO DE SPOILER

Os fãs de Pushing Daisies provavelmente vão me atacar por dizer isso, mas algo de bom veio da morte final dessa comédia: liberou Bryan Fuller para resgatar Heroes do vilão conhecido como "Que diabos fizeram com o que um dia foi uma ótima série?!" Em sua primeira entrevista, desde que voltou a série como consultor, o roteirista-produtor-gênio por trás de horas tão aclamadas da primeira temporada, como [o episódio] "Company Man" revelou, onde tudo deu errado, o que será necessário para se fazer o certo novamente, e quem terá que ser sacrificado antes que isso possa acontecer.

Ausiello: Onde Heroes errou, na sua opinião?
Bryan Fuller: Se tornou muito densa e caiu em algumas armadilhas da ficção científica. Por exemplo, no arco de "Villains", quando você fala de fórmulas e catalisadores, tira o foco do drama. Acho que a meta para todos é a de colocar o foco de volta ao drama. Você precisa manter um foco específico; senão você não sabe com o que está lidando. Achei que o arco de "Villains" começou bem interessante, e então se tornou meio nebuloso e denso, e não consegui me conectar aos personagens para entender suas motivações. Também comecei a me sentir meio confuso sobre qual eram as habilidades das pessoas. Uma das boas coisas sobre a primeira temporada é que as metáforas sobre suas habilidades eram bem claras. Essas metáforas parecem ter se tornado complicadas nas ultimas duas temporadas. Eu compartilhei essa preocupação com todos os roteiristas da equipe. Não é como se eu estivesse chegando e dizendo "É isso o que precisa fazer pra se consertar a série!" Todos sabem o que precisa ser consertado e todos estão se voltando nessa direção.

Seu trabalho começa no episódio 19, certo?
Sim. Tive sorte de começar numa parte muito animadora da história.[Ex-co-produtor executivo] Jeph [Loeb] e Jesse [Alexander], antes de deixarem o programa, deixaram vários eventos em movimento com o arco de "Fugitives" [que começa no dia 2 de fevereiro]. É mesmo um novo começo. Todos os personagens estão de volta a suas vidas reais. Você vê Peter como um paramédico. Claire está procurando por universidades. Nos afastamos do mundo de fórmulas e da quase-magia.

Os episódios de "Fugitives" se direcionam para um 19 sólido?
Sim. Os episódios 14, 15 e 16 são incríveis. Todo o arco de "Fugitives" começa com muita força, então depois começa a ficar um pouco denso a respeito da mitologia. Então eu cheguei bem no ponto onde todos estavam se dando conta, "Oh, estamos ficando muito densos e precisamos colocar rostos nas histórias, porque não há um rosto para uma fórmula; não há um rosto para salvar o mundo." Então estamos virando este grande navio de volta a direção dos personagens, e todos na equipe de roteiristas tem esse mesmo desejo. Precisamos voltar a lidar com os personagens, pois foi aí que a história começou: Claramente, a metáfora do super-herói para a vida do dia-a-dia. Era esse o rumo que estávamos seguindo. Mas é um grande navio, então vai levar algum tempo até vira-lo por completo.

Algum plano para diminuir esse vasto elenco?
Pessoas vão morrer. E algumas vão voltar. A esposa do Matt [Janice] vai voltar. Vamos descobrir o que acontece quando você tem um super-bêbe. Também vamos contar poucas histórias por episódio. Vamos limitar a três ou quatro, com uma grande história que irá fechar as outras. Estamos alterando a estrutura do programa, então haverá claramente uma história principal que irá ocupar a maior parte do programa, ela é quem irá mover a série.

Você vê a quarta temporada como um reinício completo da série?
Não é bem um reinício, na verdade é a volta ao estado de espírito básico da série, e trazer as pessoas de volta. Não acho que o problema da série seja a respeito da seguimentação, mas sim com a densidade das histórias seguimentadas.

Você fará parte da série na próxima temporada?
Esse é o plano.

As mudanças recentes na NBC irão afetar a série?
É difícil imaginar heroes sem a [presidente da Universal Media Studios] Katherine Pope, pois ela tem sido importante para a série. Ela foi muito competente ao estabelecer o estilo e o tom da série na primeira temporada. Ela é vital na série, assim como todos os outros membros da equipe nesse momento. A contrubuição dela não pode ser subestimada. Será muito interessante ver como as coisas vão se sair.

Como é sua relação de trabalho com o criador da série Tim Kring desde o seu retorno?
Tendo sido bem positiva.

Quem tem a palavra final: você ou Tim?
Tim. Sou um consultor. Meu trabalho é ajudar a facilitar a visão da série, e a visão tem sido um pouco inconsistente. Mas "Fugitives" é uma grande mudança na maré. Acho que as pessoas que tem sido críticas a Heroes irão voltar.


Fuller com os protagonistas de Pushing Daisies, série que foi sacrificada para o bem de Heroes, mas para tristeza de seus fãs.

Fonte: Ausiello Files

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Romances: Onde Heroes errou?

Pra não dizer que Heroes errou em tudo vamos levar em conta uma coisa muito importante. A série tem como assunto central, pessoas descobrindo habilidades extraordinárias. Com uma temática de ficção científica, aventura, ação e drama, os relacionamentos amorosos são apenas coadjuvantes nisso tudo. Mas ainda assim é algo fundamental na vida de qualquer pessoa, e por isso não ficaria de fora mesmo da série.

O problema é que a equipe de produção de Heroes (roteiristas e produtores) é formada em sua maioria por homens que estão habituados a criar histórias dentro do universo da série (ficção científica, ação, etc). Não que o fato de serem homens prejudique a história nesse sentido, mas de fato há uma certa deficiência nesse enfoque, pois eles não são especialistas nisso. Tim Kring admitiu um erro ao apresentar essa nova fase na vida de Claire como numa série adolescente. Eles viram que os casais reunidos não tinham química e que não agradavam ao público. E por isso esses casais foram sendo separados. Por ironia do destino, os casais que não eram feitos para durar (como Hiro e Charlie, ou impossíveis como Claire e Peter) acabaram dando mais certo do que aqueles em que eles realmente apostaram. Não dava pra voltar atrás e fazer Charlie ficar com Hiro. Aliás, Heroes não quer criar “finais felizes” para o romance. Parte do argumento da série é mostrar como é difícil conviver com um poder, como ser diferente da maioria pode trazer tantos problemas às pessoas e a quem estiver ao redor dela.

Nos clássicos heróis dos quadrinhos, os relacionamento de super-heróis são sempre conturbados. Peter Parker apesar de se casar com Mary Jane sabe que eles nunca terão uma vida normal enquanto ele for o Homem-Aranha. Clark e Lois também passam por muitos altos e baixos. E são poucos os relacionamentos que realmente duram.

Olhando para o meio televisivo, todos sabem que lidar com relacionamento não é algo fácil. É difícil saber qual a dose certa entre estabilidade e instabilidade. Quanto tudo dá errado ficamos frustrados, quando tudo dá certo fica previsível e chato. Então qual seria o caminho correto? Podemos acreditar que ficar entre esses dois momentos é o mais recomendável. Citando um exemplo de como isso acontece na TV é só olhar para o que ocorreu na série Friends. De um lado tinha os “vai e vens” de Ross e Rachel e de outro a relação de Monica e Chandler sendo construída pouco a pouco, com seus altos e baixos. Qual foi a que mais agradou os fãs? Não foram os “vai e vem” com certeza.

Tendo isso em vista, Heroes não errou tão feio ao fazer tantos relacionamentos falharem. O que ainda é um problema, já que eles querem fazer apostas em coisas duradouras. O casamento de Noah Bennet e Sandra é um dos poucos exemplos que deram certo. Esperamos que na próxima temporada eles possam corrigir essa falha. O que francamente não sei se será possível, já que a temporada passada teve problemas em diversas áreas e essa com certeza, não é uma prioridade.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Romance em Heroes - Parte 2

Nesta segunda parte do artigo veremos os altos e baixos de Hiro e Ando, os quase-namoros de Claire, mais alguns rolos de Peter e o amor brutal de Sylar.


Hiro e Charlie – O amor que venceu o tempo

Mais um romance fadado a um fim trágico. O namoro de Hiro com a garçonete com o poder de aprender e memorizar tudo, foi um dos mais amados e odiados pelos fãs. Amado porque o casal deu certo, tinha química e agradava. Odiado porque não durou. Aliás tudo começou quando Hiro ao ver a morte da moça (que teve a tampa da cabeça arrancada por Sylar) quis impedi-la e voltou 6 meses no tempo. Ele já estava apaixonado por ela no pouco tempo em que se conheceram e simplesmente não aceitou perde-la assim. O pior é que nesses 6 meses ele realmente se afeiçoou pela moça e os dois estavam namorando firme. E da maneira mais dura possível, Hiro percebeu que há coisas que nem os poderes dele poderiam mudar. Charlie tinha que morrer. Tudo isso ocorreu em um único episódio da primeira temporada 1x08 – “Seven Minutes To Midnight”


O triângulo amoroso que cruzou séculos

Hiro ainda fracassa mais uma vez no amor na segunda temporada. Aliás esse deslize de Hiro chega a custar a vida de seu pai, mesmo que indiretamente. Ao se teletransportar ao Japão do século XVII, Hiro apenas queria se salvar de um golpe dado por Sylar. Acabou encontrando seu herói de infância, Takezo Kensei, e sem querer querendo se envolveu no destino do guerreiro. Sabendo o que Takezo deveria fazer, Hiro luta para tudo se encaixe na história tradicional do herói, que incluía diversas batalhas e conquistas pelo Japão. Mal ele sabia que iria acabar se apaixonando pela princesa Yaeko. Sabendo que o amor da princesa pertencia a Takezo, Hiro tenta contornar a situação mas acaba sendo descoberto pelo amigo. Resultado: Takezo promete vingança a Hiro e a seus familiares. E ele consegue, pois com seu poder de regeneração, que também lhe torna imortal, Kensei sob o nome de Adam Monroe se aproxima de Kaito e inicia sua vingança, não só sobre Hiro, mas também contra todos aqueles que ajudaram a mante-lo preso num passado não tão distante.

O fiel companheiro de Hiro, Ando também só se deu mal quando se interessou por uma moça em Las Vegas. A golpista faz com que Ando acredite que ela foi roubada pelo namorado. Com isso Ando convence Hiro a ajudar a moça, pois eles ainda estão naquela fase em que Hiro tenta se convencer que precisa usar seus poderes para o bem. E os dois foram parar no meio de uma confusão tamanha que tiveram que correr muito para salvar suas vidas.
Mas Ando tem uma paixão secreta pela irmã do Hiro. Kimiko acabou sendo indicada pelo irmão para comandar o império da família Nakamura (as indústrias Yamagato) e assim a moça voltou satisfeita para o Japão, sem se importar com Ando. Há alguns rumores que eles possam ficar juntos na próxima temporada. Será que Ando vai se dar bem dessa vez?


Claire e Zach, uma novela à parte

O primeiro garoto com que Claire teve mais contato no colegial foi o geek Zach. Sem maiores explicações ela pede que ele filme os saltos que ela faz em direção à morte. Além de registrar a real condição de seu poder, Claire também queria provar a si mesma do que era capaz. Ao chamar um garoto que ela mal conhecia para fazer isso, ela quebra mais uma barreira em sua vida e acaba ganhando um amigo em quem pode confiar. Isso tudo acabou gerando uma nova especulação. Claire poderia se apaixonar por Zach? Não à princípio, pois era claramente visível que Zach era gay. Tim Kring disse a revista Out que havia criado um personagem gay, que seria escolhido pela líder de torcida para ajuda-la. Isso mais tarde gerou uma grande polêmica em torno do personagem, pois o ator que o interpretou (Thomas Dekker) disse não saber das intenções da produção de Heroes. Segundo a história idealizada por Kring, Zach iria assumir sua homossexualidade para a escola, encorajando Claire a fazer o mesmo com seu poder. A intenção era a de criar uma comparação entre pessoas que pertence a minorias, e nesse caso, que precisam ocultar sua real condição para viver camuflados na sociedade, como uma pessoa qualquer e assim evitar perseguições.
A idéia parecia boa, mas outros fatores acabaram mudando o rumo de Zach. O primeiro já dissemos, as pessoas achavam que Claire e Zach fariam um belo casal. O segundo fator era o impacto que essa história causaria para a audiência americana mais puritana. Havia o medo de se perder telespectadores. Com isso Zach aparece com outra postura, de alguma forma inclinado a ter um relacionamento com Claire. Com a ida do ator para outra série (The Sarah Connor Chronicles), onde ele seria um dos protagonistas, Zach deixa Heroes de vez, sem ao menos começar algo com Claire.


Claire perde o controle com Brody

De volta às líderes de torcida, Claire ainda tem um flerte com um dos garotos mais populares da escola, Brody Mitchum. Ele é bonitão, tem um bom papo e acaba levando Claire para além das arquibancadas, depois de ter bebido umas e outras. Ao tentar forçar a barra, Brody contraria Claire que ao lutar contra o garoto acaba se ferindo num galho de árvore, que finca em sua cabeça. Brody foge por medo de ser acusado do que houve e não oferece nenhuma ajuda a Claire. Ela volta à vida após o galho ser retirado de seu crânio (já numa mesa de autópsia) e volta para se vingar de Brody. Ela finge que está tudo bem e leva o rapaz para um passeio de carro. O plano era bater o caro contra um muro para ferir o garoto, já que ela se recuperaria de qualquer jeito. Brody quase morre. Claire acaba não se dando conta do onde seu ódio a levou. E pela primeira vez ela usa seu poder para uma vingança. Sua sorte é que seu pai e o Haitiano estavam lá pra consertar tudo.


Claire e 5 anos no futuro

Em “Five Years Gone”, episódio da primeira temporada de que já falamos na primeira parte do artigo, vemos alguns relacionamentos inusitados, tanto amorosos como de amizades ou parcerias. Nesse futuro que já não é mais possível, Claire ainda persegue uma tentativa de viver uma vida normal. Ela foge da perseguição ao seres especiais, muda de cidade e de aparência, e acaba se envolvendo num novo relacionamento. O rapaz em questão é Andy, que aparece muito apaixonado por Claire. Ele parece não ter nenhum poder e também não sabe a verdade sobre Claire. Ela acaba abandonando o moço quando percebe que as perseguições nunca terão fim e sua vida normal tão desejada é apenas um sonho. Andy é deixado pra trás sem maiores explicações.


Claire e West, quase tão bom quanto poderia ser

Eis que na segunda temporada, Claire ganha um namorado de verdade. Após Hayden Panettiere pedir aos produtores uma vida mais normal para Claire com direito a um novo amor, Tim Kring traz West, um jovem com o poder de voar. Na teoria o romance de West e Claire parecia muito bom. Ele perceberia que ela também tinha um poder, iria se aproximar e fazer com que ela se abrisse com ele. Ele a levaria para passear pelos céus com direito ao mais trivial clichê dos filmes do Superman. Na real o casal foi fraco. Havia química entre os atores, isso é fato, mas ainda não era suficiente. O caso Claire-West durou até o fim da temporada, sem grandes transformações. É aí que notamos mais uma vez o ponto fraco da série, fazer com que seus casais sejam queridos pelo público, fazer com que torçamos para eles dêem certo, se frustrando quando algo dá errado. Claire e West não empolgaram.


Peter e Elle

Antes de perder a memória e de se apaixonar por Caitlin, Peter teve um affair com Elle. A moça que esteve afastada dos rapazes por conta de seu poder, tem uma aproximação lenta, mas eletrizante com Peter. Logo que Peter é levado a companhia, Elle se empolga com o rapaz. Ele se aproveita da situação para ganhar a confiança da moça e fugir com Adam. Mas ao mesmo tempo Peter sente uma certa compaixão pela garota o que pode render uma reaproximação no futuro. Será que os fãs aprovariam um namoro entre Peter e Elle? Eu acho que sim, pois as cenas entre os dois regadas a choques elétricos foram até divertidas, só que ainda foi pouco para saber se o casal realmente daria certo.


O amor vilão de Sylar

No começo da segunda temporada Sylar está sozinho com Candice, que tem a missão de cuidar da recuperação dele. Sem seus poderes Sylar se deixa levar pela moça, mas assim que percebe uma certa melhora usa todo seu charme para conquistar Candice e assim roubar seu poder. Isso custou a saída de mais um personagem interessante. Juntos eles se dariam muito bem, mas Sylar achou que ter aquele poder sozinho era melhor ainda. E é com esse pensamento que encara seus outros possíveis relacionamentos.

A aproximação de Sylar e Maya era evidente assim que o vilão encontrou os irmãos hondurenses. Mas depois de matar Alejandro era óbvio que o caso não duraria. O que ainda fica em dúvida é se Sylar realmente chegou a gostar de Maya. O que fica mais evidente é que ele quis tentar criar um vínculo com ela, para assim poder roubar seu poder assim que se recuperasse (como fez com Candice). Gostando ou não, Sylar chega a atirar em Maya para testar o soro de Mohinder e nem sequer teve tempo de pegar o poder das lágrimas negras, pois Elle colocou ele pra correr.

Mesmo com toda essa aversão a uma união estável, Sylar ainda deve partir alguns corações, além de cabeças, na próxima temporada. No próximo artigo “Romance em Villains” falaremos das relações do próximo volume e dos possíveis novos casais.